Sonho de Intercâmbio: por quê morar fora por um tempo traz benefícios?

Viajar ‘mundo afora’ é o sonho de muitos brasileiros. Também é o sonho dos chilenos, peruanos, chineses, japoneses, americanos, europeus, austríacos, enfim, de todos. Viajar é sem fronteiras. Sem fronteiras de vontades, desejos, conhecimentos, culturas, amigos e afins.

Sempre me disseram que fazer um intercâmbio é muito bom para crescer, ganhar ‘experiências de vida’, se virar sozinho e, de praxe, conhecer ‘novas culturas’. Porém, o que ninguém me falava (talvez por parecer óbvio?!), e é o que mais considero entre minhas viagens, é a oportunidade de se fazer novos e bons amigos.

É incrível o número de oportunidades que surgem de se fazer coisas únicas com gente que você nunca viu na vida, não entende nada a língua materna e se divertir horrores até mesmo dentro de um supermercado, até mesmo na madrugada!

Uma vez ouvi uma frase da qual nunca mais me esqueci, em uma palestra (créditos ao americano que vive no Brasil há anos,  Thomas Reaoch, consagrado rei do networking. Ele disse com todas as letras: brasileiro é provinciano. Ponto. Fiquei pensativa. E realmente é. Brasileiro é apegado à família, aos amigos de infância-juventude, conheço muitos que precisam dos amigos-velhos ‘de guerra’, aqueles que conhecemos durante toda a vida, para seguir em frente com conselhos e afins.

E isso é sensacional, porém limitado e prejudicial à saúde de um bom viajante. Porque na hora que bate a saudade, ela dói, e muito! Eu sei porque já passei por isso. Hoje sou vacinada com a vacina ‘desapega’, mas algo que ninguém havia me falado  quando resolvi fazer intercâmbio era o quanto doía ficar longe dos amigos.

Quando fazemos um intercâmbio, automaticamente a gente acaba se ‘preparando’ para ficar longe da família. A gente sabe que vai ficar longe e psicologicamente se acalma um pouco porque não tem o que fazer, faz parte do processo. Mas dos amigos, não. A gente sempre fica imaginando que todos eles, em algum ponto de sua viagem, irão te visitar.

Nos primeiros meses, tudo o que queremos fazer é mostrar aquela praia sensacional pro nosso melhor amigo, fazer idiotices no centro da cidade, fazer aquela trilha com a sua galera, e não com uma galera desconhecida, talvez. É lógico que a gente também sente vontade de fazer tudo isso com a família, mas tem bagunças que só os amigos entendem!

Mas nada melhor que o tempo (um mês, no máximo) para descobrir que a melhor coisa de um intercâmbio é, com toda a certeza, fazer novos amigos. E, de preferência, do mundo todo! Amigos de todos os jeitos, estilos, de longas viagens, de passeios curtos, de aventuras, desabafos, choros, alegrias, trapalhadas e muita, mas muita diversão. E o mais legal disso tudo saber que você pode contar, literalmente, com o mundo inteiro!

A vida passa – e rápido. Se ficarmos pensando nos amigos que ‘deixamos para trás’ enquanto estivermos viajando, sinceramente não iremos aproveitar outros momentos e nostalgia momentânea se tornará em uma eterna depressão. Sim, conheci pessoas – plural – que se tornaram depressivas justamente por viver o pensando todos os dias, no passado. E acreditem, essas pessoas voltaram bem antes do planejado para casa.

Concordo que cada um tem seu jeitinho de levar a vida, a própria maneira de encarar o mundo. Mas, se me permitem a dica, se um dia resolver passar um tempinho fora do país, abrace todas as oportunidades – e isso significa todos os novos amigos! Seu amigo no exterior vira sua família, sua mãe, pai, irmão, tia, ex-namorado/a, vira tudo. E ter essa certeza de que tem sempre alguém em algum canto deste mundo disposto a te ajudar faz bem, muito bem.

E é esta a dica de hoje: viaje, viaje bastante. Experimente e conheça tudo e todos: pessoas, amigos, anjos-da-guarda. Pois reafirmo, com toda certeza, que é a melhor lembrança que se pode trazer de uma viagem!

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