Quanto custa fazer um intercâmbio? O Mundo Gringo revela no TOP 10 da semana!

Quem acompanhou os últimos posts do Mundo Gringo, já se deparou com a pergunta: Quanto vale o seu sonho? Mas, mais do que isso, ainda existe uma perguntinha anterior e ainda mais importante a ser feita: Fazer intercâmbio é o seu sonho? Se sim, continue lendo! Caso não seja o seu sonho, ou pior, caso você esteja pensando em um intercâmbio apenas para ‘colocar no currículo’, ou ‘tentar aprender inglês de uma vez’, sugiro repensar certinho em suas metas para que você gaste sua energia em algo que realmente te faça feliz!

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Aos que já fizeram intercâmbio anteriormente, a maioria sabe que independente do valor financeiro investido, mudar de país por um tempo é priceless (não tem preço). Aqui, falo em aprender uma nova língua, cultura, história, sentir novas emoções, novas paixões, novas raivas, descobrir novos medos, desencanar de outros medos, se redescobrir. Depois que entender que fazer um intercâmbio cultural não tem preço e que é sim parte de seu grande sonho e que seu sonho vale – e muito -, então vamos aos cálculos!

O que precisa ficar claro de uma vez por todas é que cada projeto é único e que já vi pessoas saindo do Brasil gastando 5 mil reais e já vi muitos gastando 50 mil dólares. Tudo obviamente depende do que você planeja fazer, quer vivenciar, e, o principal: qual o seu budget! O Mundo Gringo vai te ajudar a fazer esta conta ficar mais fácil! Vamos lá!

1 – Passaporte

Aos viajantes que precisam de passaporte (países que não são do Mercosul), pagarão o valor de R$ 257,25 para a emissão do mesmo. Se a entrega for urgente, o preço sobe a R$ 334,42 e, caso o cidadão tenha um passaporte anterior  mas não apresentá-lo, ele terá de pagar R$ 514,50. Listo?

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2 – Vistos

Há países que não pedem visto, portanto, ir ao Chile ou Uruguay é custo zero, por exemplo. Outros países cobram visto quando você chega ao país, ou pedem um cartão de crédito para ‘segurar um valor até que você vá embora’, como Dubai. Porém os demais países cobram um visto para cada tipo de situação, ou seja, o preço do visto para estudar inglês não é o mesmo que para fazer uma pós graduação, mestrado, cursos acadêmicos. Lembrando também que o visto de turista é mais barato, porém ele tem prazo de validade mais curto, de 1 à 3 meses, dependendo do país. Portanto, apenas quem   estudar poucas semanas poderá ter um visto de turista em mãos. Caso contrário, você realmente terá que tirar um visto de estudante!

Fato importante: ficar ilegal, com visto vencido, sem visto, ou qualquer coisa do gênero, não trará problemas apenas para você; e sim, trará problemas para TODOS os brasileiros que querem um dia viajar e estudar.

Você sabia? Existe uma lista de pontuação de migração onde todos os países são ranqueados de acordo com o ‘perigo’ que tal país oferece ao outro, ou seja, quanto mais gente fica ilegal lá fora, pior a pontuação brasileira – e aquele seu amigo que pretende estudar fora daqui à 3 anos com certeza enfrentará muito mais burocracias que você para aplicar para o visto, podendo até mesmo, ter o visto negado! Quando viajar, deixe o jeitinho brasileiro no Brasil, ok?

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3 – Passagem Aérea

Sabe aquele cartão de crédito que você usa toda hora? Pois é, ele provavelmente tem milhas! Sendo assim, o custo de uma passagem pode ser zero reais! Mas, de modo geral, segue um resumo: para classe econômica, há passagens para América Latina por $600-1000 reais, para EUA a partir de $1500-2000 reais, Europa e África a partir de $2800 reais, países mais distantes na Europa por $3000-3500 reais e Australásia a partir de $3500 à 5000 reais. Para classes executivas e primeira classe, os valores são a partir de $5000 e céu é o limite para estes preços. Há muitas promoções relâmpagos para todos os cantos do mundo com a instabilidade do dólar, portanto, os preços mudam a cada segundo, literalmente. Fique de olho!

Importante saber: as passagens aéreas seguem o dólar IATA, o qual é um pouco mais barato que o dólar turismo, ou seja, não é porque a passagem custa 400 dólares que você vai multiplicar pelo valor do dólar que encontrar por aí! Por isto, muitos acham que agências de viagem mentem em relação ao valor do dólar. Então aqui eu revelo: o preço do dólar IATA é diferente do dólar turismo, que é diferente do que é cobrado pelas casas de câmbio (segue o mesmo, porém tem comissões), que é diferente do valor do dólar que lhe é cobrado por um curso, que é diferente do dólar comercial.

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4 – Cursos

Agora o bicho ‘pega’ porque assim como passagens de avião, o céu é o limite para os preços de cursos no exterior. Seja colégio público ou particular, escola de inglês ou alemão, curso profissionalizante ou universidade, cada um tem um preço e ele muda anualmente. Mas, de modo geral, há uma média que posso adiantar: cursos de línguas baratos, você encontra por uma média de $150 dólares/semana. Cursos melhores e com preços bacanas, já são na casa dos $250 dólares/semana. E cursos de línguas mais caros, geralmente dentro de centros universitários, gira em torno de $350-400/semana.

Agora se a sua intenção são cursos profissionalizantes, tudo depende também qual instituição quer estudar. Geralmente os valores são em torno de 6 mil dólares semestrais, mas, de novo, tudo depende da instituição. Cursos universitários seja graduação, pós, PhD ou qualquer coisa do gênero, já tendem a ser diferentes por destino. Nos EUA, por exemplo, há cursos por 10 mil dólares anuais, enquanto na Austrália o mesmo curso custa 10 mil dólares semestrais (ou seja, 20 mil doletas / ano). Se você tiver cidadania italiana ou qualquer outra européia, por exemplo, estudar na Europa pode ser gratuito, ou seja, use e abuse do seu passaporte!

Ah! E lembrem-se: escolas do mundo todo oferecem bolsas de estudos, incentivos, descontos! Inclusive, a maioria dos governos também oferece coisas do gênero! Dica: não vá na agência de viagem procurar por bolsa de estudos, porque eles simplesmente não sabem de todos! Na realidade eles não sabem de quase nenhuma bolsa, o papel da agência é te assessorar do início ao fim do seu projeto, e não ficar procurando bolsa de estudos para você, ok? Onde encontrar estas oportunidades? Google, meu caro Watson! Google é o melhor aliado do estudante em busca de bolsas! É difícil sim, encontrar algo legal, e você terá que ser bem específico nas buscas, e procurar todo dia e não ‘rapidinho’. Encontrar algo que se encaixe no seu perfil pode demorar um pouco, mas vale – e muito – a pena!

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5 – Acomodação

Este tópico é o  mais dramático para brasileiros e mamães e papais de brasileiros! Casa de família, residência estudantil, dividir o apartamento com outras pessoas desconhecidas, dormir no sofá na casa do amigo,  acampar na praia? O Mundo Gringo fará um post exclusivo sobre acomodações explicando cada uma destas opções! Por ora, a dica é: escolha uma e vai! Não fique pensando no ‘e se?’, porque senão você continuará dormindo em seu quarto no Brasil!

Quanto aos preços, o mais em conta é realmente dividir apê com outras pessoas, sejam amigos ou não. Porém, você provavelmente encontrará essas pessoas por lá! E é por isso que, geralmente, as agências de intercâmbio sugerem o estudante comprar 1 mês em casa de família (com direito à café da manhã e jantar e, às vezes, pensão completa) ou residência estudantil (não inclui alimentação). Ambas opções não são baratas, pois ora quem lucra é a família e a agência desta família, ora o lucro vai para a instituição que tem residência estudantil in campus.

Preços variam em torno de 200 à 400 dólares semanais e cada escola oferecerá suas opções. Os preços são praticamente tabelados, então para este tipo de acomodação, não tem ‘chorinho’ de desconto porque não depende da agência de viagens, e sim, da escola que irá estudar. É ela quem tem parceria com as agências que escolhem famílias para ‘Homestay‘ e quem toma conta de residências estudantis dentro do seu próprio campus. Considere para o primeiro mês o os valores acima e, para dividir com colegas, você terá a opção de pagar até 150 dólares / semana! Lembrando também que, nos programas de Au Pair a acomodação já está inclusa na casa da família que o receberá!

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6 – Seguros

Seguro saúde, seguro viagem, seguro de vida, seguro contra furtos! Quais são minhas obrigações? Seja turista ou estudante internacional, o viajante tem praticamente a obrigação de se manter são e salvo! Seguro saúde é obrigatório para estudantes, porém seguro viagem não. O seguro viagem é essencial caso sua mala seja extraviada, você perca um vôo e, por algum motivo, tenha que ficar em hotel, caso seja roubado, perca o passaporte. O seguro saúde cobrirá problemas médicos e, sinceramente, costumo dizer que unha encravada dá tanto trabalho quanto pegar uma gripe no exterior! Assegure-se! Como diz um amigo meu, dono de uma agência de seguros, cuide  que você tem, enquanto você tem! Aqui, quem vai te ajudar será a agência de intercâmbio, mas caso tenha uma agência que confia, ou queira comprar online, fica a seu critério. Os preços também são um pouco tabelados, porém às vezes é possível conseguir alguns descontinhos online! Só tenha a certeza que o site é confiável! Geralmente paga-se por semana (turistas) ou mês (estudantes), e os preços variam de 10 dólares por semana à 300 dólares anuais!

7 – Exames médicos obrigatórios

Há países, como Austrália, que pedem exames médicos aos aplicantes de visto de estudante! Outros países também têm estas regras, principalmente se o caso for de imigração. Sendo assim, se informe com a agência de intercâmbio a necessidade dos mesmos, pois cada país, uma regra! Os preços dos exames giram em torno de R$500, pois há a obrigatoriedade de se pagar uma consulta particular com os médicos credenciados pelo consulado do país que você irá morar. Lembrando que a obrigatoriedade é somente para alguns países e alguns tipos de vistos. Turistas não precisam fazer exame médico para visitar outros países.

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8 – Vacinas

Novamente, a regra aqui é de país para país. Lugares como Austrália e África, pro exemplo, é obrigatória a vacina contra Febre Amarela e a mesma deve ser apresentada no Certificado Internacional de Vacinação (CIV). Lembrando que vacinas devem sempre ser tomadas com uma antecedência de ao menos 15 dias pré-viagem. Tomar a vacina e embarcar no mesmo dia significa ter que voltar para casa porque a imigração não vai permitir sua entrada no país, ok?

Novamente, cheque com a agência de viagem ou intercâmbio qual a obrigatoriedade de cada país em relação às vacinas! Isto vale SIM para vistos de turista e qualquer outro visto!

9 – Transporte | Transfer

Marinheiros de primeira viagem sempre tem um ‘medinho’ por trás do sonho. E o medo geralmente é: “Como vou chegar na minha acomodação se eu não conheço nada daquele país e, muitas vezes, nem falo a língua local?”. Por isto, todas as escolas e agências oferecem hoje a opção do transfer, ou seja, assim que você chegar no aeroporto (na área externa de desembarque, claro), alguém estará lá segurando uma plaquinha com o seu nome, para te receber e te levar até o seu destino final – a casa de família ou acomodação estudantil. Esses serviços geralmente custam algo em torno de 150 dólares, o que sim, é caro, porém facilita – e muito – a vida do estudante que nunca teve uma experiência no exterior e não tem a mínima vontade de ficar perdido com um monte de malas nas mãos no país vizinho. Se algum amigo ou familiar puder buscá-lo no aeroporto, aproveite!! Táxis são outra opção para você chegar ao seu destino, e, mesmo se você não souber falar a língua local, vai a dica: escreva em um papel o endereço de sua futura residência e entregue ao motorista do táxi!

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10 – Agência de viagem e Intercâmbio

Toda agência de viagem e intercâmbio está lá à sua disposição. Ou seja, use e abuse das informações que pode retirar dela! As informações são sim gratuitas e o agente está investindo este tempo em você, para que você feche o pacote de intercâmbio com ele, é claro! E isto é excelente porque todo agente se desdobrará para te ajudar! Ok, se eles fazem isto sem compromisso e, de graça, o que a agência ganha, então?!

Em sua maioria, agências de intercâmbio recebem comissões de todas as partes, seja das empresas de passagens aéreas, seja das escolas de inglês e cursos universitários. Sendo assim, o preço oferecido pelas agências, em sua maioria, deve ser exatamente o mesmo preço que você pagaria para fazer tudo sozinho – o que não recomendo para marinheiros de primeira viagem.

Caso decida comparar o preço entre agências, considere comparar exatamente os mesmos projetos, ou seja, o exato preço semanal de cada curso, na mesma escola, com as mesmas condições de acomodação. Não há milagres nos preços, não tem como empresa X cobrar muito a mais que a outra para os mesmos ítens, a não ser que ela não receba comissão nenhuma nem da escola nem de nenhuma parte – o que não é muito comum.

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Então não adianta vir com aquela história que a agência X cobra metade do preço, porque com certeza há alguma taxa escondida, que não foi informada, ou as escolas sugeridas não são as mesmas – o que muda automaticamente o preço da acomodação e transfer, porque cada escola oferece um serviço e com preço tabelado. Também esqueça o mito de que fazer tudo ‘sozinho’ significa economizar muito; isto não é verdade! Algumas taxas sim, você talvez economize, mas ou você ganhará o dobro em dor de cabeça, caso não tenha idéia de como funciona todo o processo, ou corre risco de nem embarcar, se você se esquecer de algum detalhe importante, ou não cumprir com alguma exigência de embaixadas! Em resumo,  desconfie de preços-milagres e evite se aventurar sozinho com vistos e burocracias caso nunca tenha viajado sozinho!

Tenha o apoio de uma agência de confiança e transparente, confie, pesquise e boa sorte!

Agora faça as malas e boa viagem!!

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